Vendedor em loja física usando tablet para integrar estoque online e presencial

Na minha visão, o VTEX Sales App faz sentido quando o varejista quer transformar loja física e e-commerce em partes da mesma operação, permitindo que o vendedor consulte catálogo e estoque ampliado, identifique clientes e finalize vendas sem ficar limitado ao produto disponível naquela unidade.

É importante fazer essa distinção logo no início: Sales App não é omnichannel sozinho.

Ele é uma das ferramentas que colocam a estratégia omnichannel nas mãos do vendedor.

Para funcionar de verdade, precisa estar conectado a uma operação com estoque, catálogo, pedidos, logística, pagamentos e processos bem estruturados.

Isso porque o consumidor já não pensa como nós organizamos a empresa internamente.

Ele não pensa:

“agora estou no canal físico”.

Depois:

“agora vou para o canal digital”.

Ele simplesmente está comprando de uma marca.

Pode pesquisar pelo celular, experimentar na loja, consultar outra cor com um vendedor e decidir receber o produto em casa.

Se os canais não conversam entre si, a complexidade interna da empresa aparece justamente para quem nunca deveria percebê-la: o cliente.

É aí que vejo o VTEX Sales App como uma peça especialmente interessante.

O que é o VTEX Sales App?

O VTEX Sales App é uma solução de comércio unificado que leva capacidades do ecossistema VTEX para a operação da loja física, permitindo que vendedores trabalhem com produtos, estoques, clientes, pedidos e pagamentos de forma integrada.

A própria VTEX posiciona atualmente o Sales App como seu principal produto para operações de Unified Commerce e destaca funcionalidades como consulta de produtos, disponibilidade de estoque, criação de pedidos, prateleira infinita, visão do cliente e checkout móvel.

Para mim, o conceito mais importante não é o aplicativo em si.

É o que acontece com o vendedor quando ele passa a ter acesso a uma visão mais ampla da operação.

Sem essa estrutura, o vendedor olha para a arara ou para o estoque daquela unidade e trabalha dentro daquele limite.

Com uma operação realmente integrada, ele pode passar a enxergar a empresa como um estoque muito maior.

E essa mudança é enorme.

Como o VTEX Sales App conecta loja física e e-commerce?

O Sales App conecta a equipe da loja física à estrutura de comércio da VTEX, permitindo que o atendimento presencial utilize informações e recursos que antes poderiam estar restritos ao e-commerce.

Na prática, o vendedor pode trabalhar com recursos como:

  • consulta de produtos;
  • verificação de disponibilidade;
  • acesso a estoques além daquela loja;
  • criação de pedidos;
  • atendimento assistido;
  • checkout móvel;
  • dados do cliente;
  • prateleira infinita;
  • atribuição e acompanhamento de vendas.

A VTEX descreve sua estratégia atual de comércio unificado como uma base comum de catálogo, promoções, estoque, pedidos e clientes entre os canais.

É isso que começa a mudar a experiência dentro da loja.

O vendedor deixa de representar somente aquela unidade.

Passa a representar a capacidade de venda da marca.

Vendedor usando aplicativo de vendas no balcão da loja com cliente

O que muda para o vendedor da loja física?

A principal mudança é que o vendedor deixa de depender apenas do estoque que consegue enxergar fisicamente naquele momento.

Esse é um problema muito comum no varejo.

O cliente entra procurando um tênis tamanho 41.

Existe o 40 e existe o 42.

O vendedor consulta o estoque local e responde:

“não tenho”.

Talvez exista aquele mesmo tamanho:

  • em outra unidade;
  • no centro de distribuição;
  • no estoque destinado ao digital;
  • em outra origem integrada à operação.

Se o vendedor não consegue acessar isso e transformar essa disponibilidade em uma venda, a empresa pode perder um cliente apesar de possuir o produto.

Para mim, esse é um dos casos mais claros em que tecnologia resolve uma falha de processo comercial.

O problema não era falta de produto.

Era falta de acesso ao produto certo durante o atendimento.

Prateleira infinita: uma das aplicações mais importantes do Sales App

Prateleira infinita permite ampliar o sortimento disponível para o vendedor físico usando estoques que estão além daquela unidade.

Esse conceito é central para entender o Sales App.

A loja pode não ter fisicamente uma determinada cor, tamanho ou modelo.

Mas, se o produto estiver disponível em outra origem elegível da operação, o vendedor pode continuar o atendimento e criar o pedido para o cliente.

A própria VTEX apresenta a prateleira infinita como uma das principais capacidades das suas soluções para vendas dentro da loja.

Eu gosto de pensar assim:

o estoque local deixa de representar o limite comercial daquela loja.

Isso é particularmente relevante para operações com:

  • muitas variações de tamanho;
  • diferentes cores;
  • grande quantidade de SKUs;
  • produtos volumosos;
  • lojas menores;
  • sortimento distribuído;
  • coleções extensas.

A Evision já possui um conteúdo específico sobre esse conceito. Por isso, neste artigo eu não aprofundaria demais a parte operacional da estratégia para não disputar a mesma intenção de busca.

Para entender essa frente em detalhes, recomendo nosso conteúdo sobre prateleira infinita no e-commerce.

Como funciona uma venda quando o produto não está naquela loja?

Em uma operação de prateleira infinita, o vendedor pode localizar o produto disponível em outro estoque, montar o pedido com o cliente e definir uma opção de fulfillment compatível com a configuração da empresa.

Um cenário poderia ser:

  1. o cliente entra na loja;
  2. encontra o produto desejado;
  3. o tamanho não está disponível naquela unidade;
  4. o vendedor consulta outros estoques;
  5. encontra a variação correta;
  6. cria o pedido;
  7. o cliente realiza o pagamento;
  8. o produto segue pela modalidade de entrega configurada.

O cliente não precisa sair da loja, procurar sozinho no site e começar a jornada novamente.

Essa continuidade é o ponto que mais me interessa.

Omnichannel bom não faz o consumidor perceber que mudou de canal.

O Sales App substitui o PDV tradicional?

Eu não trataria o VTEX Sales App simplesmente como um substituto universal do PDV, porque isso depende da arquitetura, dos requisitos fiscais, dos pagamentos e dos sistemas utilizados por cada varejista.

O que ele pode fazer é ampliar bastante o papel do ponto de venda.

A VTEX atualmente apresenta recursos de mobile POS e checkout móvel, permitindo que transações sejam conduzidas em diferentes pontos da loja, de acordo com a configuração da operação.

Isso abre uma possibilidade interessante.

O caixa deixa de ser necessariamente o único lugar em que uma compra acontece.

Imagine uma loja grande em um dia de alto movimento.

Em vez de:

atendimento → fila → caixa → pagamento,

é possível desenhar jornadas em que o próprio vendedor acompanhe uma parte maior da compra.

Essa redução de ruptura operacional pode ter bastante valor, mas precisa ser planejada considerando infraestrutura, meios de pagamento, segurança e processos da empresa.

O vendedor consegue consultar estoques de outras lojas?

Sim, quando a arquitetura de estoque e fulfillment está configurada para isso, o vendedor pode ter visibilidade de disponibilidade além da unidade física em que está atendendo.

Essa é justamente uma das bases da prateleira infinita.

A VTEX descreve sua operação omnichannel com inventário distribuído entre lojas, centros de distribuição e outros pontos elegíveis, permitindo que pedidos sejam atendidos conforme as regras definidas pelo varejista.

Mas existe um detalhe importante.

Mostrar o estoque é uma coisa.

Conseguir utilizá-lo comercialmente é outra.

Para isso, a operação precisa saber:

  • quem é responsável pelo estoque;
  • qual unidade pode vender;
  • qual unidade pode faturar;
  • de onde o produto pode sair;
  • quais SLAs estão disponíveis;
  • como funciona a comissão;
  • como os pedidos serão separados;
  • como as devoluções serão tratadas.

Esse é um ponto que costumo reforçar muito.

Tecnologia integrada não conserta processo desintegrado.

Sales App e omnichannel são a mesma coisa?

Não. O Sales App é uma ferramenta dentro de uma estratégia maior de omnichannel e Unified Commerce.

Omnichannel envolve a integração da jornada entre diferentes canais.

Isso pode incluir:

  • e-commerce;
  • lojas físicas;
  • marketplaces;
  • aplicativos;
  • WhatsApp;
  • atendimento;
  • logística;
  • pagamentos;
  • CRM.

O Sales App atua principalmente colocando parte dessa integração nas mãos da equipe da loja.

Na Evision, eu gosto de separar muito bem essas duas coisas porque evita uma expectativa comum:

“instalei uma ferramenta omnichannel, então minha empresa agora é omnichannel”.

Não funciona assim.

Se os estoques não estão confiáveis, se as lojas não recebem os processos corretamente ou se os vendedores são penalizados comercialmente por vender estoque de outro canal, a tecnologia sozinha não resolve.

Já aprofundamos essa discussão no nosso conteúdo sobre integração entre WhatsApp, lojas físicas e canais digitais, onde explico que omnicanalidade depende de sistemas conectados, processos e cultura operacional.

O que é BOPIS e como ele entra nessa estratégia?

BOPIS significa Buy Online, Pick Up In Store, ou comprar online e retirar na loja.

É uma das jornadas clássicas do omnichannel.

O consumidor compra pelo e-commerce e seleciona uma loja como ponto de retirada.

Isso pode unir duas vantagens:

para o cliente, conveniência;

para a empresa, utilização da rede física dentro da estratégia logística.

A VTEX oferece suporte a cenários de retirada em loja e ship from store dentro de sua arquitetura de comércio omnichannel.

Mas é importante não atribuir tudo diretamente ao Sales App.

O aplicativo participa do ecossistema da loja, enquanto a execução completa da estratégia depende também de OMS, fulfillment, logística e configuração da operação.

E o ship from store?

Ship from store transforma uma loja física em uma possível origem de fulfillment para pedidos digitais.

Imagine que um cliente compra online.

Em vez de o produto necessariamente sair de um centro de distribuição distante, uma loja próxima pode estar habilitada a separar e despachar aquele pedido.

Isso pode ajudar a utilizar melhor o estoque distribuído.

Mas, novamente, não basta ativar uma configuração.

A loja precisa conseguir operar como ponto de fulfillment.

Isso envolve:

  • separação;
  • embalagem;
  • coleta;
  • treinamento;
  • capacidade operacional;
  • SLA;
  • controle de estoque;
  • responsabilidade pelo pedido.

Tenho bastante cuidado com essa diferença porque é muito fácil vender omnichannel como “uma funcionalidade”.

Na prática, omnichannel é tecnologia mais operação.

O Sales App permite conhecer melhor o cliente?

Uma das propostas do Sales App é dar ao vendedor uma visão mais contextual do consumidor e permitir um atendimento mais orientado por dados.

A VTEX atualmente inclui Customer 360 View entre as capacidades de sua solução para vendas dentro da loja, mencionando perfil, histórico de compras e preferências.

Esse ponto muda muito o papel do vendedor.

Em vez de abordar alguém como um consumidor completamente desconhecido, a empresa pode, quando possui os dados adequados e respeita suas políticas de privacidade, construir uma visão mais contínua do relacionamento.

Isso pode ajudar em situações como:

  • identificar compras anteriores;
  • contextualizar preferências;
  • recuperar determinadas jornadas;
  • oferecer produtos relacionados;
  • continuar uma experiência iniciada digitalmente.

A própria VTEX publicou um caso recente da Coqueluche Casa em que o Sales App permitiu, entre outros recursos, acessar carrinhos do e-commerce dentro da loja física e trabalhar vitrines personalizadas no atendimento assistido.

Para mim, isso é muito mais interessante do que simplesmente chamar alguém pelo nome.

É usar contexto para não obrigar o cliente a começar do zero em cada canal.

Como o Sales App pode ajudar a reduzir vendas perdidas?

A principal oportunidade está em evitar que uma ruptura de estoque local encerre uma jornada que poderia continuar usando outro estoque da empresa.

Voltando ao nosso exemplo:

o cliente quer tamanho 41.

Aquela unidade não tem.

Sem integração:

“acabou”.

Com uma estrutura de prateleira infinita:

“vou verificar onde temos e qual a melhor forma de entregar para você”.

Essa mudança parece pequena.

Com milhares de atendimentos, deixa de ser pequena.

A VTEX possui casos publicados mostrando justamente essa utilização. No projeto da Altenburg, por exemplo, vendedores passaram a acessar o sortimento do e-commerce dentro das lojas e concluir pedidos usando o Sales App.

Não significa que qualquer implantação irá gerar os mesmos resultados.

Mas demonstra concretamente o tipo de problema comercial que a solução foi desenhada para resolver.

E a comissão do vendedor?

Para mim, esse é um dos pontos mais importantes de qualquer projeto omnichannel e, curiosamente, não é um problema puramente tecnológico.

Imagine que eu diga ao vendedor:

“agora você pode vender o estoque do e-commerce”.

Mas a comissão daquela venda não é atribuída a ele.

Qual é o incentivo para usar a ferramenta?

Muito pequeno.

A estratégia precisa alinhar tecnologia e comportamento.

A própria VTEX oferece recursos de acompanhamento e atribuição de vendas a vendedores, e casos publicados pela empresa mostram operações criando modelos de comissão para reduzir conflitos entre canais.

Esse detalhe é excelente para mostrar por que omnichannel não é simplesmente integração de sistemas.

Também envolve incentivos internos.

Se e-commerce e loja física disputam quem “é dono” da venda, a empresa pode ter canais conectados tecnologicamente e continuar fragmentada culturalmente.

O Sales App pode ajudar na personalização do atendimento?

Sim, principalmente quando a informação disponível para o vendedor permite que o atendimento considere contexto, histórico e intenção do consumidor.

Mas gosto de colocar um limite nesse discurso.

Personalização não significa bombardear o cliente com recomendações.

Significa diminuir esforço.

Se eu sei que determinado consumidor começou uma jornada no online, não preciso fazê-lo repetir tudo presencialmente.

Se existe um produto relacionado que realmente complementa aquilo que ele está comprando, posso apresentar.

Se há outra opção de fulfillment melhor para aquele contexto, posso oferecer.

Essa é a personalização que considero valiosa.

Não é mostrar mais coisas. É mostrar a coisa certa no momento certo.

VTEX Sales App reduz estoque parado?

Ele pode contribuir para um uso mais inteligente do estoque distribuído, mas não resolve sozinho problemas de planejamento ou excesso de estoque.

Essa diferença também importa.

Ao ampliar a visibilidade do inventário, um produto disponível em determinada unidade pode passar a participar de mais oportunidades de venda.

Isso aumenta a capacidade comercial daquele estoque.

Mas não substitui:

  • planejamento de demanda;
  • estratégia de compras;
  • gestão de sortimento;
  • previsão;
  • pricing;
  • planejamento promocional.

O Sales App melhora a capacidade de vender estoque disponível através de mais pontos da jornada.

Já a qualidade desse estoque continua dependendo da gestão do negócio.

O que precisa estar pronto antes de implementar o Sales App?

Antes de falar de aplicativo, eu avaliaria a maturidade operacional da empresa.

Algumas perguntas são fundamentais.

O estoque é confiável?

Prateleira infinita baseada em estoque incorreto cria frustração em escala.

As lojas sabem operar pedidos digitais?

Receber, separar, entregar ou despachar pedidos exige processos claros.

Existe uma política de comissão omnichannel?

O vendedor precisa entender como será remunerado.

Catálogo e preços estão integrados?

O consumidor não deveria encontrar conflitos inexplicáveis entre canais.

A logística suporta novas modalidades?

Não adianta oferecer uma promessa que a operação não consegue cumprir.

A equipe foi treinada?

Uma ferramenta abandonada pelo vendedor não cria comércio unificado.

Esse diagnóstico é parte importante do trabalho que fazemos quando penso em tecnologia para varejo.

Eu não começo pela pergunta:

“qual funcionalidade vamos instalar?”

Começo por:

“qual experiência queremos entregar e o que a operação precisa mudar para sustentá-la?”

Quais erros podem comprometer um projeto de Sales App?

1. Tratar o projeto como instalação de software

Sales App é muito mais uma transformação operacional do que simplesmente colocar um aplicativo nas lojas.

2. Ignorar a qualidade do estoque

Se o vendedor promete algo que depois não existe, a integração passa a gerar frustração.

3. Não envolver a equipe da loja

Os vendedores precisam entender por que a ferramenta existe e como ela beneficia seu trabalho.

4. Criar conflito de comissão

Se canais competem internamente, o consumidor acaba pagando o preço.

5. Querer implementar todos os cenários de uma vez

Eu prefiro começar por uma jornada clara, medir e depois ampliar.

6. Não definir indicadores

Sem métricas, omnichannel facilmente vira apenas discurso.

Quais indicadores eu acompanharia?

Eu mediria o Sales App pela capacidade de transformar integração em resultado operacional e experiência melhor.

Entre os indicadores possíveis estão:

  • vendas originadas pelo Sales App;
  • pedidos de prateleira infinita;
  • vendas recuperadas por indisponibilidade local;
  • ticket médio;
  • conversão assistida;
  • quantidade de vendedores ativos;
  • utilização por loja;
  • modalidades de fulfillment escolhidas;
  • cancelamentos relacionados a estoque;
  • tempo de atendimento;
  • participação do estoque distribuído nas vendas.

Mais importante do que acompanhar dezenas de KPIs é escolher alguns que respondam à pergunta principal do projeto.

Se meu objetivo é recuperar vendas perdidas por ruptura local, preciso medir isso.

Se o objetivo é aumentar adoção do omnichannel pelas lojas, os indicadores serão outros.

Como eu implementaria o VTEX Sales App?

Eu começaria pequeno, com uma jornada prioritária e um grupo controlado de lojas, antes de expandir para toda a rede.

Um processo poderia seguir esta sequência:

1. Mapear a jornada

Onde a empresa perde vendas atualmente?

2. Escolher o caso de uso inicial

Por exemplo, prateleira infinita.

3. Organizar estoques e fulfillment

Definir quais estoques serão visíveis e como os pedidos serão atendidos.

4. Definir regras comerciais

Preço, promoções, meios de pagamento e comissão precisam estar claros.

5. Treinar vendedores

Não apenas no uso da ferramenta, mas na nova lógica de atendimento.

6. Criar um piloto

Escolher algumas lojas permite identificar problemas antes de escalar.

7. Medir

Acompanhar adoção, vendas, estoque e experiência.

8. Expandir

Depois de corrigir gargalos, levar a solução para outras unidades.

Casos publicados pela própria VTEX mostram exatamente essa lógica de começar por pilotos e expandir a operação conforme os processos amadurecem.

VTEX Sales App vale a pena?

Na minha visão, o Sales App pode fazer bastante sentido para varejistas que possuem canais físicos e digitais relevantes e querem transformar estoques, dados e vendedores em uma operação realmente integrada.

Ele tende a ser especialmente interessante quando existe:

  • rede de lojas físicas;
  • e-commerce estruturado;
  • grande variedade de produtos;
  • estoque distribuído;
  • perda de vendas por ruptura local;
  • necessidade de venda assistida;
  • estratégia de prateleira infinita;
  • intenção de evoluir para Unified Commerce.

Por outro lado, eu não avaliaria a ferramenta isoladamente.

Avalio:

tecnologia + operação + pessoas + logística + incentivo comercial.

É essa combinação que determina se existe omnichannel de verdade.

Unificar canais não significa simplesmente colocar tudo no mesmo sistema

Essa é a ideia principal que eu gostaria que ficasse deste artigo.

Unified Commerce não acontece porque a empresa comprou uma ferramenta. Acontece quando dados, estoques, pedidos, vendedores e processos passam a trabalhar em torno da mesma jornada do consumidor.

O VTEX Sales App pode ser uma peça importante nessa arquitetura porque coloca capacidades digitais diretamente nas mãos da equipe da loja física.

Mas o maior trabalho vem depois.

Precisamos decidir:

como o estoque será usado;

como os vendedores serão remunerados;

como pedidos serão atendidos;

como canais compartilharão clientes;

como a logística responderá;

como a experiência será medida.

Eu acredito que é justamente aí que uma implantação deixa de ser um projeto de tecnologia e passa a ser um projeto de varejo.

Na Evision, é dessa forma que prefiro olhar para omnichannel.

Não quero simplesmente conectar canais.

Quero eliminar as barreiras que a empresa criou entre eles para que o consumidor consiga comprar da maneira que fizer mais sentido para ele.

E, quando conseguimos fazer isso bem, físico e digital deixam de competir.

Passam a vender juntos.

Perguntas frequentes sobre VTEX Sales App

O que é o VTEX Sales App?

O VTEX Sales App é uma solução de comércio unificado voltada para a operação das lojas físicas, permitindo que vendedores utilizem catálogo, estoque distribuído, dados de clientes, pedidos e recursos de checkout dentro do ecossistema VTEX.

O VTEX Sales App permite vender produtos que não estão na loja?

Sim, quando a operação está configurada para prateleira infinita, o vendedor pode consultar outros estoques elegíveis e criar uma venda mesmo quando a mercadoria não está fisicamente naquela unidade.

Qual a diferença entre Sales App e omnichannel?

Sales App é uma ferramenta; omnichannel é a estratégia de integração da experiência entre canais. Para uma operação omnichannel funcionar, também são necessários estoque confiável, logística, fulfillment, dados, processos e pessoas alinhadas.

O Sales App integra estoque físico e online?

Ele participa de uma arquitetura de comércio unificado em que vendedores podem consultar disponibilidade de inventário entre diferentes pontos da operação, conforme as configurações de estoque, logística e fulfillment da empresa.

Vale a pena implementar o VTEX Sales App?

Eu considero especialmente relevante para varejistas com lojas físicas e operação digital que perdem vendas por ruptura local ou querem desenvolver prateleira infinita, venda assistida e jornadas omnichannel. A decisão, porém, precisa considerar processos, integração, treinamento e modelo operacional, não apenas a tecnologia.

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Rogerio Fujii

Sobre o Autor

Rogerio Fujii

Rogerio Fujii atua há duas décadas como especialista em e-commerce, ajudando empresas a potencializar sua presença digital, a criar experiências impactantes e aumentar as vendas. Apaixonado por tecnologia, tendências de mercado e varejo, Rogerio dedica-se a traduzir estratégias complexas em soluções criativas e acessíveis, sempre com foco em resultado e inovação. Seu trabalho transforma negócios digitais, elevando faturamento e fidelização de clientes.

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